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04/08/17 - AgeRio incentiva crescimento do setor audiovisual

Por meio do Funcine Rio 1, fundo do setor audiovisual brasileiro, a AgeRio apoiou a ampliação feita na infraestrutura interna da Afinal Filmes, empresa de montagem e coordenação de finalização para cinema, TV e DVD, estabelecida no Rio de Janeiro.

Alexandre Rocha, sócio da Afinal, fala sobre o resultado das mudanças realizadas e os materiais adquiridos:

– Montamos uma sala de projeção 4K (única no Brasil) para serviços altamente qualificados de correção de cor. Equipada com sistema de som 5.1, a sala funciona também como espaço de exibições para produtores, patrocinadores, distribuidores, críticos e jornalistas. Com a montagem do setor de digitalização (escaneamento de película), criamos diversos pacotes de serviços como a digitalização, remasterização e restauração digital.

O sócio também reforça a importância de fundos como o Funcine Rio 1, por realocar o Rio de Janeiro no mapa de pós-produção do mercado audiovisual brasileiro e internacional, e ressalta que o próximo passo da Afinal é se encaminhar para a realização de serviços de produção e, posteriormente, de distribuição cinematográfica. 

Setor audiovisual fluminense

O Rio de Janeiro é o maior produtor de conteúdo audiovisual no Brasil, segundo o Sistema Firjan. Cerca de metade dos filmes lançados no país são produções fluminenses. O Estado ainda ajuda a alavancar os números da região Sudeste, responsável por 64,6% de empregos e 73,7% da massa salarial do setor. Além disso, o Rio é sede de festivais nacionais, como o Anima Mundi e o Festival do Rio.

Quanto à demanda, o Sistema Firjan ainda ressalta que os filmes produzidos no Rio alcançam mais de 90% da bilheteria dos filmes nacionais, mostrando o crescente apelo comercial da produção fluminense, que engloba conteúdo audiovisual para cinema, TV, web, canais corporativos e agências de publicidade.

Para mais informações sobre o setor, clique aqui.

Funcine Rio 1 

Constituído com o objetivo de aplicar recursos no desenvolvimento e promoção da indústria cinematográfica do Rio de Janeiro, o fundo apoia projetos aprovados pela Ancine nas seguintes modalidades: projetos de produção de obras audiovisuais brasileiras independentes; construção, reforma, recuperação e atualização tecnológica das salas de exibição; projetos de comercialização e distribuição de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras independentes; e projetos de infraestrutura.

Afinal Filmes

Fundada em 1998, a Afinal Filmes realiza serviços de pós-produção audiovisual, como edição e finalização de filmes, programas de TV, etc. Atualmente, a empresa conta com quatro empregados pessoa física e oito empregados pessoa jurídica. 

No último ano, a pós-produtora fez a digitalização, equalização e remasterização de quatro filmes do cineasta Nelson Pereira dos Santos para o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa) – "Rio Zona Norte" (1954), "Rio 40°" (1955), "Vidas Secas" (1922) e "Como Era Gostoso o Meu Francês' (1968) –, fechou contrato com o Canal Brasil para remasterização digital de 11 filmes brasileiros e finalizou, de janeiro a julho deste ano, 12 longas-metragens. A projeção até o fim do ano é de finalizar 20 longas-metragens, número quatro vezes maior do que o de 2016, segundo o sócio Alexandre Rocha, que também menciona títulos importantes do portfólio da Afinal: "Motorrad" (direção de Vicente Amorim); "Berenice Procura" (direção de Allan Fiterman); "Dona Flor e seus Dois Maridos" (direção de Pedro Vasconcelos); "No Intenso Agora" (direção de João Moreira Salles), dentre outros.

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